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Entenda como a PYPIV transforma resíduos em energia e mobilidade proporcionando aos seus stakeholders economia, sustentabilidade e co-produto

Sobre a PYPIV

A idealização da startup se deu pelo engenheiro Victor Melo, que durante sua trajetória acadêmica se dedicou a explorar o campo de fontes alternativas de energia e soluções inteligentes para o aproveitamento de resíduos. Com as experiências adquiridas ao longo do percurso do Victor, somadas às parcerias feitas com Sérgio Peres e Ramon Molina, professores doutores da Universidade de Pernambuco (UPE) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), respectivamente, Melo criou a PYPIV em 2020. O objetivo era entregar soluções de aproveitamento energético de resíduos para proporcionar economia de combustível e uma mobilidade urbana mais prática, eficiente, econômica e sustentável.

“No ano de fundação da PYPIV, fomos finalistas na edição de Minas Gerais do Programa Centelha e conseguimos nosso primeiro investimento de R$ 70 mil. Com ele, construímos um pirolisador demonstrativo para validar a tecnologia e mostrar a nova fonte alternativa de combustível”, diz o CEO Victor Melo.

Segundo o especialista, para explicar a pirólise, podemos fazer um parâmetro com a combustão, na qual a partir do triângulo do fogo – calor, combustível e oxigênio – a matéria que é submetida a alta temperatura degrada termicamente, gaseifica e queima ao entrar em contato com o oxigênio da atmosfera. A ideia proposta pela startup se baseia em quebrar o triângulo do fogo, retirando o oxigênio da jogada, deixando somente a alta temperatura (calor) e o combustível (resíduos). “Como na atmosfera que criamos não tem oxigênio, a temperatura degrada o resíduo até sua gaseificação. O gás gerado neste processo pode ser utilizado para substituir o combustível tradicional, como o gás natural”, diz Melo.

A sacada para integrar a tecnologia aos automóveis foi utilizar a perda energética dos atuais motores a combustão para transformar os resíduos em gás combustível. Segundo Melo, o motor a combustão tem uma eficiência energética muito baixa, pois a energia é perdida nos gases de exaustão. “De dez litros de combustível abastecido em um carro, somente 4 litros são utilizados para locomoção e 6 litros são jogados fora. Isso ocorre porque quando o combustível entra no motor e transforma energia química em energia mecânica para gerar movimento, boa parte da energia é passada para gás que sai na atmosfera em uma temperatura de 800º a 900ºC.”

O gás que sai em alta temperatura seria utilizado para transformar resíduo em gás combustível para a mobilidade. Na prática, o pirolisador automotivo poderia ser instalado como uma peça dentro do automóvel com um recipiente para descartar lixos gerados, por exemplo, após passar num drive-thru. O veículo teria, assim, opção de andar com gasolina, álcool e gás.

A PYPIV possui parceria com o Instituto Senai de Inovação em tecnologias de Biomassa de Mato Grosso do Sul e o Senai CIMATEC da Bahia, duas unidades credenciadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), e com dois centros de pesquisa nacionais de referência, o Centro de Tecnologia da Mobilidade da Universidade Federal de Minas Gerais e o Laboratório de Combustíveis e Energia da Universidade de Pernambuco.

“As montadoras e fornecedores estão buscando startups que possuam projetos que cumpram alguns dos objetivos apresentados pelo Programa Rota 2030. Solucionamos isso com o pirolisador automotivo que utiliza da perda energética para gerar combustível de forma mais sustentável, o que tem impacto econômico e social”, diz Victor Melo, CEO da PYPIV.

 

Sobre os stakeholders

Como salienta Melo, os principais interessados na solução da startup seriam as montadoras de automóveis. Com o pirolisador automotivo, as empresas podem oferecer uma experiência mais econômica e sustentável aos seus clientes, além de se adequarem a Lei 13.755, mais conhecida como Rota 2030, a qual exige que montadoras cumpram uma série de obrigações, como investir em P&D e eficiência energética.

Fora as grandes montadoras do segmento automotivo, as soluções da PYPIV já foram utilizadas por metalúrgicas, siderúrgicas, shoppings e aterros. “Estamos com projetos em negociação com as empresas Essencis, Aperam e Termax”, complementa Melo.

Oportunidades de negócio

O CEO da startup relata que em um projeto desenvolvido em parceria com a Gerdau, maior produtora de aços longos da América Latina, foi possível gaseificar o resíduo não metálico oriundo da sucata para gerar energia e, posteriormente, usá-la como co-produto ou substituir o gás natural. “Os resíduos não metálicos eram um grande problema para Gerdau, sem utilidade visível na produção de aço, eram enviados para aterros sanitários. A empresa se orgulhava de ser a maior recicladora do Brasil, mas ainda assim descartava muitos resíduos em aterros”, diz Melo.

Ele continua explicando que o primeiro passo foi fazer a caracterização do resíduo para entender qual alternativa tecnológica poderia ser usada. Para isso, foram apresentados dois projetos. “Poderíamos transformar aquele resíduo em co-produto e vender como combustível para cimenteiras, por exemplo, pois elas utilizam muito carvão vegetal. Também disponibilizamos a pirólise como opção, na qual poderiam usar o gás da pirólise como substituto do gás natural, uma vez que usam muito este combustível nos fornos de aquecimento”, continua. A primeira opção foi a escolhida.

Outra atuação da PYPIV foi no Camará Shopping em Camaragibe, no estado de Pernambuco. Dessa vez, foi gerada energia elétrica a partir de restos de comida da praça de alimentação e folhagens, por meio de um biodigestor. Com este processo, o shopping conseguiu economizar 10% em energia elétrica.

 

Resultados esperados da PYPIV

Como já mencionado, a startup pode oferecer tecnologias sustentáveis que transformam resíduos em energia e mobilidade, conseguindo atuar em vários segmentos. No setor automotivo, a PYPIV agrega valor ao melhorar a eficiência energética dos veículos com combustível sustentável, além de gerar economia aos donos e donas de veículos com o pirolisador automotivo. “O combustível tradicional está mais caro devido às regras do mercado e a alta carga tributária. A partir do momento que se disponibiliza uma fonte alternativa de combustível que reduz a necessidade de aquisição de combustível tradicional, gerando economia para o cliente e praticidade, sanamos sua dor”, afirma Melo.

Para os outros segmentos, a lista de benefícios inclui redução do consumo de energia, transformação de resíduos em gás combustível e/ou co-produto, substituição do consumo de gás natural pelo biogás, e ajuda às empresas na redução do seu impacto ambiental para cumprir metas desafiadoras de sustentabilidade como “zero carbono”.

O CEO ressalta que a startup está com expectativas de firmar parcerias com empresas para dar continuidade ao trabalho. “Por sermos uma startup que trabalha com sustentabilidade e tecnologias verdes, estamos alinhados totalmente com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Principalmente estes quatros: energia limpa e acessível; cidades e comunidades sustentáveis; ação contra mudança global do clima; e consumo e produção responsáveis.”

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