Confira entrevista com Benjamin Joffe, Sócio da SOSV
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Benjamin Joffe, Sócio da SOSV

Confira entrevista do Insights com Benjamin Joffe, Sócio da SOSV, sobre o mercado global de Deep Techs e suas oportunidades

Benjamin Joffe, Sócio da SOSV, foi um dos entrevistados para o estudo Liga Insights: Deep Techs, lançado em agosto de 2020. Durante a entrevista, ele falou sobre as oportunidades globais no mercado de Deep Techs. 

O estudo completo está disponível para download neste link.

A SOSV é uma das principais aceleradoras globais do mercado de Deep Techs, com sede em Princeton, New Jersey.

Benjamin Joffe tem ampla vivência no mercado de inovação, startups e tecnologia. É graduado em Engenharia na École Centrale de Lyon.
Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) – Como você vê as oportunidades e os desafios para as startups de  inovação profunda?

Benjamin Joffe (BJ) – O setor de deep techs não passou por um “superaquecimento” quando comparado com o mercado mais amplo de startups, de modo que a baixa atual nos investimentos foi menos sentida. Dito isso, a situação das deep techs varia conforme a área de atuação das empresas: as health techs, por exemplo, acabaram ganhando impulso no contexto atual, bem como as soluções de automação (robótica e IA), pois reduzem a necessidade de contato humano. Um pequeno grupo de startups também encontrou aplicações em suas tecnologias que são compatíveis ou oferecem benefícios diante do cenário de pandemia – temos cerca de 20 dessas startups em nosso portfólio.   

LI – Pensando em biotecnologia, quais as tendências que a SOSV tem acompanhado?

BJ – Nosso programa IndieBio fez uma chamada especial de investimentos em startups com soluções para o combate ao Coronavírus. Além disso, os temas principais que acompanhamos envolvem a saúde humana e do planeta: das proteínas limpas (clean protein) – nós fomos pioneiros no setor, através de investimentos em startups como Memphis Meats, Perfect Day, Clara Foods e muitas outras – aos biomateriais, tecnologias biológicas, de diagnóstico, genoma e análise baseada em dados.

LI – Quais os principais desafios para uma deep tech que deseja escalar seu negócio?

BJ – Além da tecnologia e sua diligência prévia, as startups de tecnologias mais profundas não tem os mesmos KPIs que os aplicativos usuais ou que o mercado de soluções SaaS, de modo que muitos investidores não estão preparados para lidar com essas diferenças. Particularmente, deep techs costumam antecipar custos relacionados a propriedade intelectual, ao invés de rapidamente lançar soluções no mercado,e investir em marketing, como a maior parte das empresas de software. Neste sentido, as deep techs precisam encontrar investidores capazes de entender o valor por trás dessas diferenças. Outro desafio envolve a redução do time to market: nossos programas de aceleração são desenhados especificamente para isso, mas muitas startups estão no mercado por conta própria, em ecossistemas sub-equipados, lentos ou caros.

LI – Quais os principais critérios que a SOSV utiliza para investir em deep techs?

BJ – Queremos ver protótipos convincentes e uma equipe que seja engenhosa, resiliente e que possa aprender rápido. Idealmente, a startup também teria experiência no setor visado e fortes indícios de que, se a solução deles chegar ao mercado, haverá um alto valor para o cliente.

LI – Vocês tem acompanhado o mercado brasileiro/sul-americano de deep techs?

BJ – Não posso dizer que estamos plenamente familiarizados, mas estamos abertos para aplicações vindas do Brasil e da América do Sul, tanto que nosso programa de life sciences (ndieBio), tem investido em uma série de empresas sul-americanas como a Michroma (corantes naturais para alimentos), STÄMM (biomanufatura), Beeflow (que trabalha no aprimoramento do sistema imunológico das abelhas) e, mais recentemente,  a Caspr, que desenvolveu um teste de baixo-custo para a Covid-19.

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