Entrevista: Alex Anton, Diretor de Estratégia e Novos Negócios no iFood
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Alex Anton, Diretor de Estratégia e Novos Negócios no iFood

Confira a entrevista do Liga Insights com Alex Anton, Diretor de Estratégia e Novos Negócios no iFood, sobre a adoção de tecnologia na indústria alimentícia

Alex Anton, Diretor de Estratégia e Novos Negócios do iFood, foi um dos entrevistados para o estudo Liga Insights Food Techs, lançado em maio de 2019. Durante a entrevista, ele falou sobre o movimento de transformação do mercado de alimentação e a adoção de tecnologia no segmento.

O estudo completo está disponível para download neste link.

O iFood é uma das maiores startups brasileiras e, até o fim de 2019, deve receber aporte da Movile de US$ 500 milhões. Focada no delivery de alimentos, a empresa tem implementado diferentes tecnologias para aumentar a eficiência das entregas no mercado de alimentação e aumentar a proximidade com o consumidor. 

Alex Anton tem ampla experiência em diferentes indústrias, incluindo o mercado de tecnologia, alimentação e investimentos. Com graduação em Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina e MBA em Gestão pela Harvard Business School, Anton é, desde 2017, Diretor de Estratégia e Novos Negócios do iFood.

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) - Como o iFood pretende se posicionar como líder do movimento de Food Techs no Brasil?

Alex Anton (AA) - O propósito do iFood é revolucionar o universo da alimentação por uma vida mais prática e prazerosa. No começo de qualquer startup, o objetivo é resolver um problema mais funcional e sobreviver. Agora, a empresa possui uma posição relevante no mercado, com uma boa rede de usuários e colaboradores, então queremos fazer muito mais. Hoje, nós conseguimos captar muitos hábitos do consumidor. A gente percebe, por exemplo, que as pessoas querem cozinhar menos, elas têm menos tempo, e comer em casa por meio de serviços de delivery traz muita comodidade. Olhamos bastante para a jornada do usuário, pensando como agregar mais valor no universo da alimentação, queremos estar presentes em outros momentos além do almoço e jantar.

 

LI - Como vocês estão enxergando o mercado de alimentação no Brasil em relação à adoção de inovação e tecnologia nos processos? 

AA - Acho que está bem no começo, principalmente quando a gente olha pela ótica do restaurante. É uma indústria muito tradicional, que existe há muito tempo. É um mercado muito fragmentado, especialmente no Brasil. Aqui existem muitos empreendedores relativamente pequenos, diferentemente, por exemplo, do mercado de serviços financeiros, em que os grandes bancos atendem grande parte da população. Quem comanda o setor de alimentação no Brasil são os restaurantes pequenos, pequenos empreendedores, que estão se esforçando em manter o próprio negócio, então não dispõem de tempo e capital para pensar em como tornar o negócio mais eficiente, mais escalável, inovador. Ainda é muito operacional, em que a tecnologia pode ajudar muito, porém ainda envolve processos muito operacionais. São barreiras que desaceleram a velocidade de inovação.

LI - Você acha que esses são os mesmos obstáculos que impedem, por exemplo, a criação de novos negócios (como novas startups) e o desenvolvimento desse ecossistema?

AA - Eu acho que sim. Esse é um mercado financeiramente difícil, as margens são apertadas, esse é um outro motivo que faz com que investidores ainda resistam para injetar dinheiro nesse segmento. É um segmento que tem muita recorrência, mas ao mesmo tempo as margens são relativamente apertadas, existem muitos substitutos, há muita concorrência. Eu acho que tudo isso faz com que o espaço de inovação pesada seja um pouco menor do que em outras indústrias.

LI - Você acha que o mercado de Food Techs ainda carece de investimentos e fundos interessados mercado? 

AA - No Brasil, sim. Nos EUA, por exemplo, existem fundos dedicados exclusivamente para o segmento. Aqui, já vimos investimentos interessantes em Food Techs, é um mercado próspero, a tendência é que aconteça mais frequentemente. Mas acho que ainda é uma questão de prioridade. Outras indústrias apresentam mais oportunidades de retorno financeiro, como fintechs, mobilidade, que são grandes mercados, e que talvez ofereçam mais oportunidade para a tecnologia revolucionar. Então acaba existindo essa priorização e foco. Mas, com o tempo, à medida que o mercado se desenvolver como um todo, com certeza mais oportunidades em Food Techs virão.

 

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema Food Techs!

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