Entrevista: Ana Carolina Bajarunas, da Builders e do FoodTech Movement
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Ana Carolina Bajarunas, CEO da Builders e Idealizadora do FoodTech Movement

Confira a entrevista do Liga Insights com Ana Carolina Bajarunas, CEO da Builders e Idealizadora do FoodTech Movement, sobre o processo de abertura do mercado de alimentação para a tecnologia

Ana Carolina Bajarunas, CEO da Builders e Idealizadora do FoodTech Movement, foi uma das entrevistadas para o estudo Liga Insights Food Techs, lançado em maio de 2019. Durante a entrevista, ela falou sobre as oportunidades de inovação e os desafios para implementação de tecnologia no mercado de alimentos.

O estudo completo está disponível para download neste link.

A Builders é uma consultoria focada no fomento da inovação, tecnologia e desenvolvimento de startups do mercado de alimentação. Criado em 2017, o FoodTech Movement busca analisar as mudanças no perfil de consumo do mercado de alimentação, identificar oportunidades e mapear desafios dentro deste segmento.

Ana Carolina Bajarunas é graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista e possui cursos de especialização em Branding, Design Thinking e Liderança no Brasil e no exterior. Fundou, em 2017, a Builders e o FoodTech Movement.

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) - Quais os motivos para a criação do FoodTech Movement e quais os campos de atuação do movimento?

Ana Carolina Bajarunas (AB) - A Builders nasceu com a proposta de realizar conexões entre corporações e startups. A gente enxergou na cadeia de alimentação muitas oportunidades para a criação de novos produtos, serviços e negócios, dentro de um mercado que está começando a ganhar notoriedade. Como não existia um hub especializado no setor, que concentrasse informações relevantes, idealizamos o FoodTech Movement. Fizemos um mapeamento para entender como o setor estava se movimentando e observamos um crescimento relevante. Atualmente, realizamos os Food Talks, eventos com o objetivo de construir e manter relacionamento entre os atores desse setor, incluindo corporações, empreendedores, fundos, Academia e consumidores. 

 

LI - Qual é a importância da existência de projetos como o FoodTech Movement no Brasil?

AB - São importantíssimos. Temas relacionados à alimentação são muito discutidos fora do Brasil,  porque existe o desafio de alimentar dez bilhões de pessoas em 2050. E dizem que esse é um problema que afeta menos o Brasil, por conta da diversidade e fertilidade dos solos. Mas nós não estamos aproveitando isso, o que nos coloca em um atraso considerável em relação a outros mercados, como o americano, europeu, israelense, em questão de tecnologia e manipulação de alimentos. Então os movimentos são necessários, para aproveitar a genética empreendedora do brasileiro, as oportunidades e transformar os processos, para produzir melhor, de forma mais sustentável e rentável. 

 

LI - Quão aberto a inovações e tecnologia é o mercado brasileiro hoje em dia? Ainda falta abertura?

AB - Falta bastante, é um mercado que nesse aspecto ainda está no início. O Brasil está bastante atrasado em relação à sua capacidade real. Então existem muitas oportunidades, é um mercado a ser explorado. As empresas precisam mudar o mindset, é necessário mostrar a elas como a inovação pode funcionar internamente por meio de parcerias e conexões, aquisições também. Porque essas novas formas de negócio são rentáveis e bem vistas pelos olhos dos consumidores, mas as corporações ainda possuem uma visão muito fechada em relação a isso. Com a intensa movimentação dos mercados estrangeiros e o boom das Food Techs, a tendência é que isso aconteça por aqui. Mas, ao mesmo tempo, em alguns casos, ainda falta maturidade das startups em relação a modelo de negócio e produto. 

 

LI - O que a Builders enxerga de tendências dentro do mercado de alimentação? 

AB - O consumidor está muito mais consciente, com a necessidade e desejo de ser mais saudável, de um consumo mais sustentável. Então, existem drivers muito fortes relacionados à saúde, bem-estar, praticidade e conveniência. Pensando em um médio-prazo, para os próximos dez anos, o mercado substituto da carne é uma tendência forte, com o desenvolvimento de novos tipos de proteínas, à base de plantas e cultivadas em laboratório. A projeção, conforme pesquisas, é que isso adquira maturidade em um período de três anos. E, daqui a dez, a expectativa é de que parte do mercado de carnes tradicionais comece a ser substituída por novos produtos, por conta dos hábitos das novas gerações, que já consomem menos produtos de origem animal.

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema Food Techs!

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