Entrevista com Carlos Prax, Diretor de P&D para América do Sul na Cargill
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Carlos Prax, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento para América do Sul na Cargill

Confira a entrevista do Liga Insights com Carlos Prax, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento para América do Sul na Cargill, sobre os novos hábitos de consumo no mercado de alimentação

Carlos Prax, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento para América do Sul na Cargill, foi um dos entrevistados para o estudo Liga Insights Food Techs, lançado em maio de 2019. Durante a entrevista, ele falou sobre a visão da empresa a respeito do mercado de Food Techs e sobre as mudanças nas tendências de consumo dentro da indústria alimentícia.

O estudo completo está disponível para download neste link.

A Cargill é uma multinacional atuante no segmento de produção e processamento de alimentos, estando presente em 67 países e com mais de 160 mil colaboradores em todo o mundo. 

Carlos Prax possui vasta atuação na indústria alimentícia brasileira. Graduado em Química pela Universidade Nacional de Córdoba e com pós-graduações na Alemanha, Argentina e na UNICAMP, atua desde 2013 na Cargill, sendo, atualmente, o diretor de P&D para América do Sul da empresa.
Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) – Como a Cargill analisa as Food Techs no Brasil?

Carlos Prax (CP) – Na Cargill temos o foco de garantir que as pessoas tenham acesso a alimentos seguros, nutritivos e acessíveis e sabemos que não será possível fazermos isso sozinhos. A diversidade cultural presente no Brasil é um importante fator para o surgimento de inovação para o setor. O País conta com empresas, universidades e instituições de pesquisa de alta qualidade em alimentos e que podem ser protagonistas nesse processo. Mais que tecnologia por tecnologia, procuramos inovações que façam diferença para os clientes e consumidores. Buscamos ser promotores da retomada do crescimento e da competitividade do Brasil. Alguns fatores que podem acelerar esse processo são a colaboração entre as organizações, o crescimento das exportações e a demanda dos consumidores. 

 

LI – De que forma os novos hábitos de consumo afetam e mudam os rumos do setor?

CP – O consumidor precisa se alimentar melhor, com produtos de melhor qualidade e com um custo acessível. Além disso, as necessidades são cada vez mais específicas, o que abre possíveis novos mercados em vários nichos. Como empresa acreditamos que o consumidor deve dispor de excelentes opções para que possa escolher de acordo com seus valores e necessidades. Então trabalhamos com várias indústrias para reconhecer essas tendências e desenvolver novos produtos atendendo às mais diversas necessidades. A atuação com tecnologias digitais também alavancam esses objetivos.

 

LI – Quais são os grandes desafios que existem nesta indústria? Como as startups podem ajudar?

CP – O varejo no Brasil vem sofrendo muito nos últimos anos pelas condições macroeconômicas e pelas transformações dos hábitos de consumo, trazendo necessidades de mudança também para todas as empresas que atuam na cadeia de valor de alimentos. Existem oportunidades em toda a cadeia, principalmente pensando em sustentabilidade e em novos modelos de negócios, nos quais tecnologias digitais trazem amplas oportunidades.  startups buscarem atuação onde conseguem ser mais competitivas e mais ágeis, além de possíveis parcerias com as empresas de alimentos e do varejo. No nosso caso, buscamos trabalhar com startups em diversos modelos, não apenas para potencializar nossos negócios como também para desenvolvermos novos modelos negócios.

 

LI – A Cargill já se relaciona com Food Techs?

CP – Apoiamos e estamos buscando parcerias com startups em vários estágios de maturidade e modelos de atuação. Já atuamos com startups em estágio inicial e com foco social, e agora estamos estruturando atuação com os negócios. Em relação ao foco social, liderado pela Alice Damasceno, nossa gerente da Fundação Cargill, atuamos há mais de 3 anos buscando impacto positivo na área da alimentação. Já trabalhamos com a Artemisia na identificação de oportunidades com startups na cadeia da alimentação como, por exemplo, a Sumá. No ano passado aceleramos 16 startups e 3 delas receberam um prêmio de destaque: Enjoy, InQuímica e Eats for You. Junto aos negócios, atuamos em nosso Centro de Inovação em Campinas no desenvolvimento de diversas soluções para o mercado e para nossos clientes. Mais recentemente, estamos abrindo as portas para parcerias também com startups e Food Techs que queiram acelerar conosco oportunidades de inovação. Globalmente temos investimentos em startups que estão trabalhando com proteínas vegetais com a Puris e carne cultivada com a Memphis Meats, por exemplo.

 

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema Food Techs!

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