Entrevista: Eduardo Emrich Soares, CEO e presidente da Biominas Brasil
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Eduardo Emrich Soares, CEO e presidente da Biominas Brasil

Confira a entrevista do Liga Insights com Eduardo Emrich Soares, CEO e presidente da Biominas Brasil, sobre os desafios para a evolução das Hard Sciences na Saúde

 

Eduardo Emrich Soares, CEO e Presidente da Biominas Brasil, foi um dos entrevistados para o estudo Liga Insights Hard Sciences na Saúde, lançado em julho de 2020. Durante a entrevista, ele falou sobre os desafios para a evolução da hard sciences na área de saúde.

O estudo completo está disponível para download neste link.

A Biominas Brasil é pioneira no suporte à estruturação de negócios em biotecnologia e ciências da vida no Brasil. A aceleradora é especialista em criar e desenvolver as melhores conexões e negócios em biotecnologia e ciências da vida.

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais, Eduardo Emrich Soares tem sólida experiência no campo das hard sciences e, desde 2003, é CEO e Presidente da Biominas Brasil.

 

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) – Como você vê o segmento de negócios de Hard Sciences, focado em Saúde, no Brasil? 

Eduardo Emrich Soares – Biominas Brasil (ES) – É um segmento que vinha evoluindo devagar, mas que recentemente começou a ter um ritmo de crescimento mais forte, com iniciativas e startups interessantes surgindo no Brasil. Acho que houve um papel importante de TI em acelerar esse processo de empreendedorismo em Saúde, o que resultou em um número significativo de projetos e startups. Do outro lado, as médias e grandes empresas brasileiras começaram se interessar mais em inovação e isso começa a movimentar esse mercado. Algumas delas têm buscado mais parceria com universidades, com startups, o que ajuda muito a alavancar o setor.  O nível de maturidade ainda é baixo, até pelo baixo conhecimento e experiência dos próprios cientistas e empreendedores em inovação e gestão, daí a necessidade de investirmos em educação nesta área. 

LI – Quais são os principais desafios para que se tenha uma evolução mais rápida no segmento?

ES – Os programas de pré-aceleração e aceleração têm sido capazes de identificar projetos promissores, mas existem muitos outros nas universidades brasileiras.  Apoiar estes projetos para construir casos de sucesso é fundamental. Isso envolve fortalecer os mecanismos de transferência de tecnologia das universidades, capacitar recursos humanos, resolver alguns gargalos de infraestrutura.  Uma cadeia mais estruturada desde a universidade será capaz de atrair mais capital empreendedor e desenvolver competências gerenciais, e, com isso, criar um ciclo positivo de desenvolvimento. 

LI – O volume de recursos disponibilizados para os projetos e negócios é satisfatório? 

ES – As etapas iniciais de um projeto quase sempre são bancadas por recursos públicos, em qualquer país do mundo. Precisamos continuar a defender o aumento dos recursos do governo para a pesquisa no país.  Olhando o início da curva de ciclo de vida de um negócio, o principal programa financiador nesse estágio hoje é o PIPE-FAPESP, que tem tido sucesso duradouro e alimenta grande parte das startups,  com a vantagem de que é um dinheiro sem retorno, mas é limitado ao Estado de São Paulo. O dinheiro privado, que deveria financiar as etapas posteriores da empresa, ainda é difícil. Não existe um fundo de Seed Capital ou Venture Capital para Hard Sciences em Saúde no Brasil. Isso se deve aos riscos, custos, mas também por desconhecimento do segmento por parte dos  investidores. 

LI – Quais grandes oportunidades de atuação você enxerga nesse setor? 

ES – O mercado de Saúde possui uma demanda quase infinita, principalmente em um país como o Brasil, com ineficiências e demandas nos mercados público e privado. Enxergamos muitas oportunidades para novos sistemas de diagnóstico, insumos, princípios ativos e tratamentos para doenças que atingem a população brasileira. Além disso, existem oportunidades claras na integração entre hard sciences e banco de dados, inteligência artificial, devices e equipamentos. Os dados da população podem ser melhor analisados e gerar uma série de novos produtos e serviços mais adequados ao perfil da população.

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema Hard Sciences na Saúde!

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