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Entrevista com: Caio Fernandes

CIO & Digital (International Equity Markets) da Bloomin’ Brands International

Caio Fernandes, CIO & Digital (International Equity Markets) da Bloomin' Brands International™ foi um dos profissionais entrevistados para o estudo Liga Insights MarTechs, lançado em setembro de 2018. Na entrevista, Fernandes comentou sobre como a empresa tem trabalhado as inovações e os relacionamentos com startups, de que forma o ecossistema pode atuar inovando a área de Marketing, além de dar sua percepção sobre como as áreas de Inovação e de Marketing podem trabalhar juntas dentro das empresas.

O estudo está disponível para download neste link.

A Bloomin' Brands International™ é uma das maiores empresas da indústria hoteleira e possui várias cadeias de restaurantes informais americanas, como o Outback Steakhouse, Fleming's Prime Steakhouse & Wine Bar, Carrabba's Italian Grill e Bonefish Grill. Fundada em 1988, a Bloomin' Brands International™ possui mais de 1.500 restaurantes e 100 mil colaboradores em 19 países. Foi reconhecida como uma das empresas mais admiráveis pela Forbes em 2018. 

Caio Fernandes é formado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP) e possui MBA em Administração pela Northern Illinois University. Foi Head de TI na Newell Rubbermaid, foi Senior IT Manager na Camargo Corrêa, entre 2011 e 2016 foi Head de Corporate Projects LATAM pelo McDonald’s (Arcos Dourados) e desde então é CIO da Bloomin' Brands International™.

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

Liga Insights (LI): Qual tem sido o foco de inovação na área de Marketing da Bloomin' Brands?

Caio Fernandes (CF): Passamos por um processo de otimização organizacional, buscando agilidade para responder rapidamente às demandas de nossos consumidores. Quando pensamos em inovação, precisamos considerar a jornada do cliente e tendências de mercado. A prioridade é Big Data, Self-service BI e Advanced Analytics. A quantidade de informações de consumo geradas no varejo é enorme.

No entanto, o maior desafio é cruzar estas informações, para que possamos conhecer cada vez mais os hábitos de consumo de nossos clientes. Assim, podemos, de forma personalizada, oferecer experiências cada vez mais marcantes e alinhadas com as expectativas. Além disso, planejamos o uso de bots com inteligência artificial para possibilitar que os nossos clientes interajam conosco antes e durante sua jornada em nossos restaurantes.

LI - Como as áreas de inovação e de Marketing podem trabalhar juntas dentro das empresas no contexto atual de transformação digital?

CF - Existe uma grande sinergia entre as áreas de Tecnologia, Inovação e Marketing (além de Analytics e Inteligência do Mercado). Os temas são complementares e, se não houver uma colaboração entre os profissionais destas áreas, dificilmente uma companhia conseguirá gerar disrupção ou atingir um nível mínimo de transformação digital. Essa transformação é muito abrangente, de forma a buscar o aumento do alcance da empresa, a melhoria na produtividade e eficiência, além das quebras de paradigmas.

O processo colaborativo dessas áreas busca, com base no conhecimento da jornada do cliente, analisar suas preferências, entender o mercado. E também para acompanhar novas tendências e o uso de tecnologia para concretizar uma ideia de forma rápida e eficaz.

LI - Como vocês têm trabalhado com inovações tecnológicas e startups voltadas para a área de Marketing?

CF - A velocidade com que as tendências e tecnologias mudam nos obriga a acompanharmos de perto as eventuais mudanças nas preferências de nossos clientes. Precisamos fazer entregas rápidas e com qualidade, usando metodologias e frameworks apropriados, tais como o Agile, MVP (Minimum Viable Product) e dividir as entregas em vários releases, uma vez que os mesmos podem ter ajustes e adaptações durante o caminho. As startups normalmente já atuam neste formato, gerando uma vantagem competitiva em comparação a grandes empresas já conceituadas de mercado. Seus overheads são menores, o que permite com que pratiquem preços mais agressivos, viabilizando assim um maior número de iniciativas com um melhor retorno no investimento.

Um erro comum é confundir rapidez de entrega com baixa qualidade. Buscamos no MVP entregar um produto ou serviço com o mínimo de atributos, mas com um nível de qualidade aceitável. Assim, efetuamos entregas mais rápidas e enriquecemos as mesmas com releases posteriores (“antes feito do que perfeito”, dessa forma podemos ficar à frente da competição).

LI - De que forma as startups podem atuar inovando a área de Marketing? Por que elas são tão importantes neste processo de transformação digital das empresas?

CF - Elas já possuem o conceito ágil em seu DNA. Isso facilita muito o tempo de resposta de Marketing, seja qual for o projeto ou ação. O menor custo operacional de uma startup torna os investimentos em digital marketing mais atrativos. Creio que é importante para uma startup, além da criatividade, inovação e conhecimento técnico, ter profissionais com uma mente empreendedora e foco comercial para saber como entrar no mercado.

Conheci startups que possuíam uma solução genial, mas que buscavam um retorno financeiro extremamente alto e rápido, inviabilizando o produto. Entrar no mercado, se posicionar, criar um vínculo de confiança e qualidade, oferecendo um produto de alto desempenho é muito importante. Algumas startups tentam pular esta fase e não conseguem vencer a inércia.

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