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Maxnaun Gutierrez, Head de Produtos e Pessoa Física do C6 Bank

Confira a entrevista do Liga Insights com Maxnaun Gutierrez, Head de Produtos e Pessoa Física do C6 Bank, sobre o movimento de Open Banking no Brasil

Maxnaun Gutierrez, Head de Produtos e Pessoa Física do C6 Bank, foi um dos entrevistados para o estudo Liga Insights Open Banking, lançado em julho de 2019. Durante a entrevista, ele falou sobre os benefícios do movimento Open Banking para os usuários de serviços financeiros no Brasil.

O estudo completo está disponível para download neste link.

Fundado no início de 2018, o C6 Bank é um banco digital que oferece uma série de serviços, em um modelo de plataforma aberta – das maquininhas de cartão até contas para quem deseja abrir um negócio de pequeno e médio porte. Em outubro de 2019, o C6 Bank fez sua quinta aquisição, focada no mercado de seguros, e já ultrapassa a marca de mil funcionários.

Maxnaun Gutierrez é bacharel em Administração de Empresas pela PUC-RJ e possui MBA em Varejo e Serviços pela FIA. Com ampla experiência na indústria bancária brasileira, Gutierrez é, desde 2018, Head de Produtos e Pessoa Física do C6 Bank.

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) - Como vocês estão enxergando o movimento de Open Banking no Brasil?

MG - O Open Banking tem gerado discussões saudáveis sobre a relação entre instituições financeiras e consumidores. É um conceito novo que traz uma noção de abertura de negócios antes restrita ao mundo dos aplicativos ou das grandes empresas de tecnologia. Sem dúvida, representa uma quebra de paradigma oferecer ao cliente a possibilidade de ele compartilhar seus dados bancários com as instituições de sua preferência. Esse novo cenário, quando regulamentado pelo BACEN, trará oportunidades para o público, como a agilidade na contratação de serviços financeiros prestados por instituições diferentes ou a customização de produtos. Em relação a desafios, do lado das organizações já estabelecidas, há a necessidade de preparo para lidar com a abertura de informações que sempre foram mantidas dentro de casa. Do lado do consumidor, há o desafio de entender os serviços que ele pode obter nesse novo contexto. 

LI - Como o C6 se posiciona neste contexto? 

MG - O C6 Bank nasce de um conceito de arquitetura aberta. Vamos explorar nossa camada de APIs a fim de oferecer um portfólio de serviços completo aos nossos clientes. Entendemos que as conexões com negócios complementares ao nosso são benéficas ao consumidor, que, nesse modelo, não precisará lidar com ambientes totalmente descolados um do outro para contratar e administrar seus serviços financeiros. 

 

LI - A partir dessa abertura, que tipo de benefícios vocês poderiam trazer para o consumidor? 

MG - A personalização de serviços pode ser um dos maiores benefícios para o cliente. Quando a instituição financeira conhece o cliente, ela pode fazer ofertas mais individualizadas e pertinentes para cada tipo de perfil. Essa ultracustomização proporcionada pelo open banking, no entanto, só vai ocorrer quando a prática estiver regulada e houver segurança jurídica. Outro ganho é a facilidade na contratação de serviços, algo que já vamos conseguir fazer em razão da escolha que fizemos de explorar bem as nossas APIs. 

 

LI - Cada vez mais a questão sobre a disponibilização e uso de informações se torna sensível aos usuários. Como vocês enxergam isso? 

MG - A segurança das operações e a proteção dos dados dos nossos clientes é uma prioridade para o banco. Usamos alta tecnologia para garantir isso. Fazemos também diversos testes internos de softwares e passamos por auditorias conduzidas por consultorias externas. Além disso, o C6 Bank é membro do Consórcio Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Infraestruturas Críticas de Cibersegurança do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que reúne pesquisadores da universidade americana e de grandes empresas como Nasdaq e IBM. Vamos conduzir ainda um programa de bug bounty, que entrega uma recompensa financeira para pesquisadores independentes que reportarem bugs nas aplicações do banco. 

 

LI - O C6 Bank é um banco que já faz ações para se aproximar de outras startups. Qual a importância das fintechs dentro desse movimento?

MG - Como somos um banco que pretende ter uma oferta completa de serviços financeiros, criar conexões com o ecossistema de startups faz parte dessa proposta. É por isso que criamos o Opp, nosso hub de empreendedorismo, onde está agora a primeira turma de empreendedores que selecionamos. Eles estão desenvolvendo negócios que podem se conectar à plataforma do C6 Bank.

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema Open Banking!

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