Entrevista: Grazielle Mendes, Head of People na ThoughtWorks Brasil
Entrevistas | People AnalyticsPeople Analytics

Grazielle Mendes, Head of People na ThoughtWorks Brasil

Confira a entrevista do Liga Insights com Grazielle Mendes, Head of People na ThoughtWorks Brasil, sobre o cenário de transformação dos recursos humanos

Grazielle Mendes, Head of People da ThoughtWorks, foi uma das entrevistadas para o estudo Liga Insights People Analytics, lançado em outubro de 2019. Durante a entrevista, ela comentou sobre as mudanças no mercado de recursos humanos.

O estudo completo está disponível para download neste link.

Fundada há mais de 25 anos, a ThoughtWorks começou com uma pequena equipe em Chicago e se transformou em uma consultoria global de software com mais de 6 mil colaboradores em todo o mundo.

Com vasta experiência no universo acadêmico e de inovação colaborativa, Grazielle Mendes atua, desde 2018, como head of people da ThoughtWorks. A executiva é graduada em Administração (Centro Universitário UNA) e têm pós-graduações em Marketing Digital (Centro Universitário de Belo Horizonte) e Neurociência e Comportamento (PUC-RS).
Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) – Como a ThoughtWorks vê a prática e aplicação de People Analytics?

Grazielle Mendes (GM) – O modelo da Thoughtworks é um modelo que questiona o tempo inteiro as práticas de gestão, de construção de ambientes de trabalho e a ideia de pessoas como recurso. É um espaço em que a gente está sempre se questionando qual informação de fato faz sentido, qual informação pode nos ajudar a aproveitar os benefícios da objetividade. No Brasil, utilizamos ferramentas de People Analytics para trabalhar com as questões de cultura, mapeamento de perfis comportamentais, como isso se desdobra em arquétipos culturais, e essa é uma análise que habilita conversas.

Também temos buscado respostas sobre performance, quem são os colaboradores que mais performam e onde estão as pessoas com maior potencial, se existem padrões em relação a isso. Outro recorte importante para o uso de dados aqui está relacionado à diversidade e justiça social. Realizamos análises para entender gaps existente e como estamos em questões de representatividade negra, feminina, como e se estamos avançando de fato. Isso nos ajuda muito para tomar decisão de recrutamento e práticas de desenvolvimento de pessoas. 

LI – Como tem sido a adaptação da empresa e dos profissionais em relação a essa prática?

GM – O envolvimento de competências analíticas, de construção de sentido, de como esses profissionais trabalham com um grande volume de dados e padrões e frequências, é uma nova competência para os grandes líderes e para os profissionais que lidam com a área de pessoas. Acho que tem um investimento a ser feito de cada instituição no desenvolvimento dessas competências, que vão nos ajudar a construir sistemas de informação melhores, com informações mais acuradas para o processo de tomada de decisão, e também pessoas que vão questionar os dados e criticar as informações.

Além disso, é preciso que aprendamos a fazer perguntas; queremos muitas respostas, buscamos modelos que nos entreguem isso de forma rápida mas, sem as perguntas corretas, não teremos respostas satisfatórias. Isso está ligado ao desenvolvimento de competências analíticas, pessoas que façam questionamentos coerentes, olhando para a solução de problemas. Isso é uma capability urgente, pois, caso contrário, teremos um grande volume de dados e relatórios, mas sem geração de conhecimento, aprendizado e inteligência, que são camadas mais complexas. Com a evolução da prática, esperamos, conseguir gastar mais na reflexão sobre as decisões que tomamos, que serão mais rápidas e gerarão uma capacidade maior de adaptação a diferentes cenários. 

LI – Qual a importância das HR Techs dentro desse cenário de transformação? 

GM – As startups têm mais espaço de experimentação, de criar MVPS que a gente possa testar e aprender rápido, e evoluir rapidamente; têm mais flexibilidade para trabalhar camadas de customização, para que as ferramentas não sejam padronizadas.

Acho que as startups vêm primeiro para nos provocar, fazer boas perguntas, porque questionam a forma como a gente faz as coisas, e também conseguem agilidade e rapidez para criar experimentos. Esses experimentos nos ajudam a aprender mais rápido e ver qual o próximo passo possível.

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema People Analytics!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo