Entrevista: Sandra Gioffi, diretora da ABRH e do CONARH
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Sandra Gioffi, diretora da ABRH e do CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas)

Confira a entrevista do Liga Insights com Sandra Gioffi, diretora da ABRH e do CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), sobre o papel das startups no processo de digitalização do RH

Sandra Gioffi, diretora da ABRH e do CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), foi uma dos entrevistadas para o estudo Liga Insights People Analytics, lançado em outubro de 2019. Durante a entrevista, ela comentou sobre o papel das startups no movimento de digitalização do RH.

O estudo completo está disponível para download neste link.

Fundada em 1965, a ABRH Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos) está presente em 21 estados e no Distrito Federal, contando com 1.000 voluntários executivos e mais de 10 mil associados. Consolidado como um dos maiores e mais importantes eventos de RH no mundo, o CONARH é promovido pela ABRH Brasil, com co-promoção da ABRH-SP.

Com ampla experiência na área de recursos humanos em grandes indústrias e empresas de tecnologia, Sandra Gioff também atuou no universo acadêmico. A executiva é diretora da ABRH e do CONARH e conta com pós-graduação em Psicologia na Universidade Gama Filho.

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) - Como a ABRH e o CONARH fomentam a inovação e as discussões sobre esse tema dentro do segmento de RH?

Sandra Gioff (SG) - Nós buscamos entender o que está sendo discutido, dentro e fora do Brasil, em relação ao que a tecnologia está trazendo para as organizações, qual o impacto dessa transformação digital,  e o que esse mundo novo representa. Nesse sentido, percebemos que a tecnologia tem tirado o sono das empresas, porque elas não necessariamente estão preparadas para trabalhar com novas ferramentas e novos processos. As organizações  estão em um processo de entendimento, reconhecem que o mundo mudou, mas ainda não têm o conhecimento, talentos e ferramentas. Acho que parte do nosso papel é mostrar quem está fazendo e está mais adaptado às novas práticas, trazer especialistas para a discussão e conectar o ecossistema.

LI - Qual é a importância da prática de People Analytics no processo de tornar o RH uma área mais estratégica, dentro das organizações?

SG - É fundamental. A transformação não é uma questão de competitividade, mas de sobrevivência. Hoje, o RH começa a entender que o comportamento é importante na área de RH e que o funcionário é um cliente também. É preciso entender as necessidades e comportamento dos colaboradores, porque é esse tratamento que eles valorizam no fim das contas. Quando eu entendo e conheço a minha força de trabalho, interajo e trabalho essas informações, criando soluções que vão de verdade atender àquelas expectativas, economiza-se tempo, dinheiro, com mais qualidade nas soluções. Isso é um RH estratégico, que define políticas e práticas entendendo para quem isso será entregue e traz muito mais conexão, engajamento, para que o profissional queira ficar na organização e contribuir para o resultado.

LI - Você enxerga grandes desafios para a implementação da prática nas nas empresas?

SG - O primeiro desafio é cultural, de enfrentar as barreiras para implementar uma cultura data-driven e que vê valor nisso. Ainda existe muito a visão de que a transformação digital deve ser feita inicialmente de forma robusta, com muitos investimentos O nosso papel dentro do CONARH é desmistificar, aproximar, educar o profissional, para que ele entenda quais ações ele pode realizar. O RH é uma área que é centro de custos, não um centro de lucros, com um orçamento bastante apertado, porque nem sempre traz um resultado claro, e isso atrapalha na evolução de tecnologias como People Analytics na organização.

LI - Qual é a importância das startups de People Analytics nesse processo de implementação?

SG - Na minha opinião, é a solução para as empresas, porque trazem soluções descomplicadas, mais simples, de menor custo. E elas têm a possibilidade, por serem mais enxutas, de vivenciar várias realidades. O que eu vejo de prejudicial nessas parcerias é que, não raro, as empresas querem se relacionar com startups como se relacionam com uma grande consultoria. Nesse sentido, as organizações ainda não estão preparadas para trabalhar com startups, porque isso exige uma preparação cultural. Porém, quando perceberem o potencial dessas novas soluções e conseguirem mudar o modo como trabalham, vão poder usufruir dos serviços que existem.

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema People Analytics!

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