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Entrevista com: Fabrizio Ianelli

Head of Real Estate Financing no Santander e VP da ABECIP

Fabrizio Ianelli, Head de Real Estate Financing no Santander e Vice Presidente da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP)

Fabrizio Ianelli, Head of Real Estate Financing no Santander e VP da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), foi um dos profissionais entrevistados para o estudo Liga Insights Real Estate, lançado em agosto de 2018. Durante a entrevista, Ianelli comentou sobre sua percepção quanto as inovações tecnológicas no setor de Real Estate, sobre o foco de inovação do Santander na área de crédito imobiliário, sobre o relacionamento do banco com o ecossistema de empreendedorismo no Brasil e sobre expectativas quanto as startups.

A ABECIP entidade fundada em 1967, que tem como objetivo defender os direitos, interesses e prerrogativas das entidades associadas, colaborar para o desenvolvimento e estimular o aperfeiçoamento do SBPE.

O estudo completo está disponível para download neste link.

Fabrizio Ianelli é formado em Engenharia e em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, Pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Mestre em Finanças pela University of London. Trabalha no Banco Santander desde 2004, onde foi Coordenador de Planejamento e Controle, Gerente e Superintendente de Negócios Imobiliários, e, desde 2016, é Head de Negócios Imobiliários. Em 2016 assumiu a Vice-Presidência da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP).

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

Liga Insights (LI): Como você vê as inovações na área de Real Estate?

Fabrizio Ianelli (FI): A cadeia ainda possui atividades que são extremamente burocráticas e que exigem muitos papéis. A consequência disso é o alongamento dos prazos. Todos estão correndo atrás de digitalizar seus processos, mas ainda existe resistência. A grande busca das empresas que atuam no setor é por inovações que tragam mudanças de fato; buscam melhorias principalmente para acompanhar as transformações das sociedades. O setor, que é responsável tanto por construir quanto financiar imóveis, precisa entender as mudanças comportamentais das novas gerações. Ao mesmo tempo, as empresas lutam para entender como é possível agregar tecnologia nos métodos construtivos e produtos. Basicamente as casas, os prédios e imóveis como um todo são construídos, comprados e vendidos e da mesma forma há mais de 50 anos. Como é possível preparar um mercado tão tradicional para trabalhar com tecnologias? Qual a próxima tecnologia que impactará as transações imobiliárias? Essas são algumas das questões que todos estão buscando responder, procurando encontrar o cavalo certo para apostar.

LI - Qual tem sido o foco de inovação do Santander na área de crédito imobiliário?

FI - Não só na área imobiliária, mas em todas as áreas de atuação do Grupo Santander, focamos em desburocratizar os processos, tornando-os mais práticos e simples. Somos o único banco a possuir uma plataforma digital na qual o cliente consegue fazer um processo de concessão do financiamento de crédito imobiliário por meio de plataforma omnichannel. Desenvolvemos a plataforma com o objetivo de darmos mais acesso aos clientes, com mais praticidade.

LI - Como tem sido o relacionamento do Santander com as inovações tecnológicas e com o ecossistema de empreendedorismo?

FI - Desenvolvemos muitos produtos internamente, mas também temos uma linha de inovação por meio de startups muito forte. O Radar Santander é uma iniciativa criada junto à Endeavor e que tem como objetivo apoiar empreendedores que inovam no mercado financeiro. Buscamos startups com alto crescimento (scale-up), com modelos de negócios inovadores e comprovados pelo mercado, que estão em ponto de inflexão e que trabalhem com soluções voltadas para canais de relacionamento, apresentando inovações na forma como o cliente e o mercado interagem com a indústria financeira; análise de dados, com soluções que tornem os processos e modelos de oferta mais assertivos e adequados a clientes; e meios de pagamento, com produtos que deem mais agilidade e segurança.

LI - O que é esperado das startups que queiram atuar no elo financeiro imobiliário?

FI - Além de boas ideias, é importante que as startups possuam soluções que sejam viáveis e possíveis de serem utilizadas na prática. As que já conseguem tangibilizar seus produtos e fazer uma POC, prontas para mostrar que o negócio roda bem, acabam tendo um espaço maior e estão mais próximas de ter a atenção de bancos. Recebemos contato de muitos empreendedores propondo tecnologias para as nossas áreas de atuação, mas muitos projetos ainda são embrionários e há uma preocupação se os negócios realmente acontecerão de maneira que tragam resultados.

Saiba o que os profissionais de grandes empresas e especialistas estão falando sobre o tema em entrevistas completas aqui

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