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Entrevista com: Norberto Tomasini Jr.

Head of Digital na TIVIT

Norberto Tomasini Jr., o Head of Digital na TIVIT, foi um dos profissionais entrevistados para o estudo Liga Insights Emerging Technologies, lançado em setembro de 2017. Durante a entrevista, Tomasini falou sobre o impacto das tecnologias emergentes nos negócios e quais os grandes desafios para a implantação de inovações. Além disso, comentou também sobre o nível de maturidade necessário às empresas, a importância de startups e do governo dentro do cenário. 

O estudo completo está disponível para download neste link.

A TIVIT é uma empresa multinacional brasileira que oferece soluções e serviços integrados de tecnologia. Presente em sete países da América Latina, presta serviços para mais de 35 países no mundo.

Norberto Tomasini Jr. é graduado em Engenharia Elétrica e Eletrônica pela Mauá e mestre em Computer Applications pelo ITA. Passou por empresas como Siemens, Natura, CTIS e PwC. Desde março de 2017, é Head of Digital na TIVIT.   

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

Liga Insights (LI) - Para a introdução das tecnologias emergentes nos negócios, qual o nível de maturidade que as empresas e a sociedade precisam? Há grandes barreiras a serem superadas ou será um processo mais natural?

Norberto Tomasini Jr. (NT) - Um primeiro ponto sobre a introdução das tecnologias emergentes é o papel que elas devem desempenhar no negócio. A tecnologia é uma ferramenta e não o produto final de uma solução. A integração é a chave do sucesso de um projeto. Pois, para gerar os resultados expressivos e que de fato contribuam para o negócio, a solução aplicada para resolver determinado problema da empresa deve estar conectada ao restante do negócio. Do ponto de vista da utilização, não existem barreiras, já que os nativos digitais e os convertidos convivem de forma harmoniosa.

Quando o IoT surgiu, por exemplo, diversos fatores contribuíram para que houvesse desconfiança de que a tecnologia de fato fosse resolver problemas das companhias. Mas, com o aumento do uso de tablets e smartphones, avanços em telecomunicações, a redução do custo dos sensores e a introdução do analytics, a Internet das Coisas se tornou viável. Hoje é até indispensável para muitas companhias. De um certo modo, o sucesso da IoT tornou o caminho das demais tecnologias emergentes mais fácil.

Entretanto, em alguns países, como é o caso do Brasil, existe uma barreira de infraestrutura em termos de conectividade. O preço em si não é impeditivo, pois o custo é superado pelos ganhos de eficiência e eficácia que as tecnologias emergentes proporcionam para o negócio. Mas problemas de cobertura ainda influenciam negativamente o sucesso de algumas soluções.

LI - De que forma as tecnologias emergentes afetarão o futuro dos negócios, seja em
seus modelos, públicos ou nas suas formas de produção?

NT - As tecnologias emergentes serão indispensáveis no futuro dos negócios, a ponto de serem responsáveis pelo sucesso ou fracasso de uma empresa. Segundo projeções do Fórum Global Econômico divulgadas no ano passado, 65% das crianças que estão começando a escola hoje trabalharão em profissões que ainda não existem. E estas novas profissões, na maioria dos casos, serão viabilizadas direta ou indiretamente por meio das tecnologias emergentes.

Para citar um exemplo que já está em prática em muitas empresas, é a questão do cloud computing. Além de permitir o acesso remoto e instantâneo, que afeta no cotidiano do funcionário, traz benefícios para o negócio como agilidade e escalabilidade. Esses fatores, por sua vez, influenciam na competitividade da companhia. Do ponto de vista da produção, podemos citar tecnologias como IoT e automatização, que podem trazer melhorias tanto na segurança do trabalho, quanto na otimização da produção. Além, claro, da redução de perdas e agilidade.

LI - Os grandes players do mercado estão preparados para acompanhar e refletir com
agilidade essas mudanças tecnológicas, sendo aceleradores nessa curva de adoção? Ou os fatores de riscos de marca e disrupção ainda são limitadores nessa velocidade?

NT - Muitas empresas brasileiras têm dificuldade de serem ágeis e transformadoras, apesar da nossa flexibilidade cultural. Isso pode representar um risco para o negócio. Em grande parte, essa dificuldade vem por conta da facilidade de continuar tocando o negócio sem a disrupção causada pelas tecnologias emergentes. Afinal, se funcionou até agora, por que mudar? Por outro lado, as empresas que souberem iniciar as atividades de análise dos impactos das novas tecnologias nos seus processos e negócios, abrindo-se para o novo, gradativamente serão as que terão sucesso a médio e longo prazo.

LI - Quais são os impactos que já podem ser medidos dessas tecnologias nas estratégias da corporação e no desenho futuro dos consumidores?

NT -  As tecnologias emergentes habilitam mudanças substanciais nos modelos de negócios que conhecemos. Saber adotá-las,  adaptar-se a elas é fundamental para a sobrevivência num ambiente de negócios altamente competitivo. Habilitar novas formas de conhecer o consumidor a fundo, por exemplo, gerando insights para novos produtos e serviços, gera uma velocidade nunca vista antes na história e com muito mais assertividade para tomada de decisão e ganhos de performance.

LI - Como enxerga o mercado brasileiro se relacionando com investimentos em tecnologias de médio-longo prazo?

NT -  O mercado brasileiro está evoluindo bastante, mas de uma forma mais lenta que o mercado externo. É necessário aumentar esta velocidade com mais investimentos privados e públicos.

LI - Qual o papel do governo, grandes corporações e startups na construção deste contexto?

NT -  Eles possuem um papel importantíssimo. As políticas públicas podem acelerar este processo de fomento às startups, criando ecossistemas que consigam promover a inovação nas várias esferas governamentais e também nas grandes corporações. Cada uma tem uma parcela de contribuição. É a sinergia e trabalho em conjunto que irá gerar os benefícios para todos.

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