Entrevista: Gustavo Faibischew, Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Gustavo Faibischew, Gerente de Inovação e Educação Médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Confira a entrevista do Liga Insights com Gustavo Faibischew, Gerente de Inovação e Educação Médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, sobre a maturidade do setor de Hard Sciences na área de saúde

 

Gustavo Faibischew: Gerente de Inovação e Educação Médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, foi um dos entrevistados para o estudo Liga Insights Hard Sciences na Saúde, lançado em julho de 2020. Durante a entrevista, ele falou sobre a maturidade do mercado de hard sciences no Brasil.

O estudo completo está disponível para download neste link.

Fundada em 1897 por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Oswaldo Cruz é referência em serviços de alta complexidade e atua com ênfase nas especialidades de Oncologia e Doenças Digestivas, contando com um corpo clínico renomado, com mais de 3.900 médicos cadastrados ativos e uma equipe assistencial entre as mais qualificadas do país.

Doutor em Pneumonologia pela Universidade de São Paulo e com vasta experiência no setor de saúde, Gustavo Faibischew atua, há mais de dez anos, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, sendo gerente de inovação da instituição desde 2019.
Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

Liga Insights (LI) – Como vocês entendem a maturidade do mercado de Hard Sciences na Saúde?

Gustavo Faibischew (GB) – Pensando num âmbito mais abrangente, praticamente todos os grandes avanços das ciências da saúde são resultados da convergência de hard sciences (pesquisa e desenvolvimento de equipamentos, fármacos, sistemas, técnicas etc) e soft sciences (entendimento de necessidades sociais, contexto econômico, abordagens éticas etc). Quando falamos em empreendedorismo, estamos presenciando um momento bastante interessante, pesquisadores do mundo acadêmico vem se associando a desenvolvedores independentes e buscando a criação de produtos e serviços de forma bastante mais ágil, descentralizando processos que antes eram mantidos nos domínios das universidades, grandes hospitais e indústrias. Sem dúvida, a incorporação da cultura e metodologias mais ágeis na inovação provocará um aumento sensível na velocidade de desenvolvimento da PD&I na saúde. 

LI – Quais os grandes desafios para que tais negócios evoluam mais rapidamente?

GB – Há ainda vários desafios a serem gradualmente transpostos. Um deles reside na própria ideação dos projetos. É preciso estreitar mais o diálogo entre os empreendedores e os tomadores de decisão na saúde para que, desde a concepção de um novo produto ou serviço, ele esteja alinhado às reais necessidades deste segmento tão particular. Outra questão crítica é o volume de investimento disponível para projetos de inovação em saúde, inicialmente disponível através de editais de subvenção de agências de fomento públicas, mas cada vez mais sob os olhares de investidores privados, seja através de leis de incentivo, seja através de programas de aceleração. Outro desafio pouco abordado é como fazer a ponte entre o protótipo e o mercado; neste cenário a atuação dos ICTs (institutos de ciência e tecnologia) tem um papel crítico em viabilizar e conectar os atores desta cadeia.

LI – Quais grandes oportunidades de atuação você enxerga nesse segmento? Qual o papel das grandes corporações nesse contexto?

GB – Acredito que as maiores oportunidades neste segmento são as associações entre atores de diferentes verticais através de projetos colaborativos orquestrados por ICTs. Grandes corporações valem-se da expertise dos líderes de inovação e áreas científicas do setor da saúde, analisando, avaliando e avalizando investimentos em projetos que já passaram por crivos internos; pesquisadores e desenvolvedores trazem seus projetos para análise, maturação e ganho de robustez. ICTs não apenas atendem a demandas trazidas por clientes externos (exemplo: Indústria, governo, terceiro setor) como albergam seu ecossistema de desenvolvedores e apresentam ao mercado projetos com uma visão já definida de aplicabilidade, viabilidade e escalabilidade.

LI – Em questão PD&I, qual o processo do HAOC para fazer inovação?

GB – Temos um time de inovação que não apenas se compõe, como também se conecta a um ecossistema colaborativo de pesquisadores, desenvolvedores, analistas de mercado e estratégia, profissionais da linha de frente da saúde, agências públicas e privadas de fomento e financiamento e parceiros estratégicos da indústria e serviço. Tentamos buscar os melhores resultados aliando a tradição e o protagonismo do Hospital à conexão que mantemos com a comunidade. Recentemente temos também desenvolvido projetos em conjunto com grandes corporações de segmentos completamente diversos, como indústrias químicas, mecano-automobilísticas, entre outras.

Confira o estudo completo Liga Insights com o tema Hard Sciences!

 

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